Resenha : Suor
Resenha: Suor
Capa do livro "Suor", de Jorge Amado
Livro escrito por Jorge Amado. Teve sua primeira edição lançada em 1934.Possui 136 páginas.
Peguei o exemplar na biblioteca, atraída pelo caráter regional e curiosa pelo título.A obra, é claro, não me decepcionou.
O estilo do livro é bastante informal, embalado pelo ritmo da vida cotidiana de uma das áreas mais pobres de Salvador.Apresenta diálogos bem realistas. Segue a mesma métrica daqueles livros que constroem a realidade a partir da visão dos personagens e traduzem a vivência esquecida nos jornais.
A atmosfera é pesada, ambientada pelo descaso governamental e preconceito.Nesse quesito, o que traz equilíbrio é justamente a forma como os personagens lidam com as situações e as suas conversas do dia a dia.
Em um dado momento, um homem que não possui todas as partes do corpo é desrespeitado em praça pública,sendo até apedrejado por meninos levados.O livro afirma que a vítima só queria não passar por isso.
Em um prédio caindo aos pedaços, há uma gama de indivíduos com suas mazelas.Há gente morrendo de pneumonia e os ratos já se tornaram parte do ambiente, inclusive animal de estimação de um mendigo.
Pontos fortes e fracos
Fortes:
- Cunho social;
- Crítica ao olhar da sociedade e mídia sobre os mais pobres ;
- Prende o leitor;
- Divisão de assunto por capítulo;
- Diversidade de personagens;
Fracos:
- Vários termos difíceis de entender;
- Às vezes, a narrativa fica confusa;
O livro é fantástico, por conseguir abranger tantas temáticas e abraçar diversas minorias.Foi um dos livros mais gostosos de ler, apesar da cruel realidade estampada nas páginas que me levaram a parar, olhar para o livro e pedir um tempo para processar tudo .Porém, consegui concluir a leitura a tempo.E mais: quando peguei o ritmo, quase não larguei.

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