Opinião da leitora: Um defeito de cor

Opinião  de leitora: Um defeito de cor

Por Magda Beretta


Minibiografia:

Graduada em Química e mestre em Ecologia Urbana pela UFRGS, doutora em Poluição atmosférica pela UFBA. 

Docência na área de engenharia sanitária e ambiental. 

Possui certificação de auditoria ambiental pela Environmental Auditors Registration Association/ Institute of Environmental Management and Assessment, do Reino Unido e INMETRO/BR.

 Experiência em trabalhos com comunidades, comitê de bacias hidrográficas, e indicadores ambientais. 

Possui formação completa nos programas em Design para Sustentabilidade e Treinamento para Tutores pelo GAIA Education.

Nucleadora do Instituto Ecobairro nas dimensões política, de meio ambiente e educação. Conselheira representante da sociedade civil (no terceiro mandato) do CADES VM – Conselho de Meio Ambiente, desenvolvimento sustentável e cultura de paz da subprefeitura da Vila Mariana. 

Cofundadora da Associação de Moradores da Vila Mariana – AVM. Membro do Comitê de Usuários da Praça Pablo Garcia Cantero, que sustenta a Compostagem Comunitária Vila Mariana e regeneração da praça. 

Participa do grupo de da equipe de Implementação do Sistema Municipalidades em Transição (MiT System) no Brasil, do OPL (One Planet Living), e do Projeto Piloto de Arborização de Calçadas.

 Mãe da Natália e do Fernando, motivada para que deixemos um mundo melhor do que o que recebemos.

Um defeito de cor


Capa do livro 


Este é um daqueles livros que devemos indicar com muita ênfase para todas pessoas entenderem um pouco da história da escravidão no Brasil. Mas, para quem nasceu ou vive na Bahia é leitura obrigatória. Nunca mais a rica cultura africana, disseminada por todos os espaços baianos, passará despercebida. É a história de Kehinde, desde seu nascimento em Savalu, reino de Daomé, África, 1810, a viagem como escrava para o Brasil, e a procura pelo filho perdido, já no fim da vida, depois de tentar refazer sua vida na África.

Se a escravidão para os homens era horrível, para as mulheres era inimaginável.

É uma leitura que deve ser feita sem pressa, aos poucos, para absorver tudo o que é narrado, com as riquezas de detalhes. E acreditem, difícil largar o livro, apesar de serem 660 páginas (eu adoro livro grande), a leitura é simplesmente envolvente.

Sabe aquele “se não gostar, devolve”? Pois é, se ler e não gostar, pode postar aqui!

“O defeito de cor era um conceito exigido de liberação racial comum no século XIX. Na época, se configurava a racialidade nas questões positivistas, como se pessoas racializadas, indígenas e negras, pudessem ter na sua constituição biológica algo que fosse um defeito, como pouca inteligência, por exemplo.”

Morei 25 anos na Bahia, mas só depois de ler este livro que absorvi o que influenciou a cultura local, subliminarmente ao que está explícito nas camadas externas do sociedade.

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